04.12.11

 

Embora um pouco atrasado, devido ao fato de existir muitos autores e muita informação contraditória relacionado com a violência, aqui deixo os 3 autores que julgo serem os mais importantes nesta área de estudo.

 

George Gerbner - Teoria da cultivação

George Gerbner, através da Teoria da cultivação defende que devido à intensa exposição de imagens televisivas que as crianças estão sujeitas leva-as a alterar o modo como percepcionam o mundo ao seu redor. Ele afirma também que as crianças começam a ver televisão muitos anos antes de começar a ler!

Ao assistirem constantemente a imagens, algumas delas muito violentas, podem exercer uma influência nas atitudes e comportamentos da criança.

“A violência prevalece em oito de cada dez programas. Além do mais, uma média de cinco ou seis incidentes violentos ocorrem a cada hora. E nos desenhos, os preferidos das crianças? Estes contêm mais violência – pelo menos dezoito atos de agressão a cada hora. Segundo os parâmetros de pesquisa norte-americanos, um pré-adolescente com doze anos de idade já terá assistido na vida, em média, a pelo menos 100.000 atos agressivos na TV”.

Contudo afirma também que as estruturas e crenças sociais sejam também fatores a ter em conta pois a cultivação não é unidirecional mas um processo gravitacional.

 

Marshall McLuhan - Teoria meio-mensagem

Este autor defende que o meio entre o emissor e o receptor é o grande suporte à comunicação. Este espaço, aparentemente vazio e sem interferência é o condicionado pela panóplia cada vez maior de dispositivos tecnológicos, pelo canal onde circula a mensagem que cada vez mais é diversificado determinando deste modo o conteúdo da mensagem veiculado entre o emissor e o receptor.

“O meio é a mensagem. Isto é apenas para dizer que as consequências pessoais e sociais de qualquer médio / isto é, de qualquer extensão de nós mesmos / resultado da nova escala, que é introduzido em nossos assuntos por cada extensão de nós mesmos, ou por qualquer nova tecnologia."

"A imprensa, o computador e a televisão, não são simplesmente máquinas de transmitir informações. Eles são metáforas através das quais nós conceptualizamos a realidade de uma forma ou de outra. Eles classificam o mundo, a sequência dele, moldam, ampliam, reduzem, defender uma causa. Através destas metáforas media, nós não vemos o mundo como ele é. Vemos isso como os nossos sistemas de codificação são. Tal é o poder da forma de informação."

Estas interferências não só alteram a forma de comunicar como maquilham a mensagem alterando o significado da mesma .

 

Yves Michaud - Violência

Enquanto George Gerbner refere no seu estudo a alteração do comportamento, Michaud refere que as crianças ao verem imagens televisivas violentas poderão “não tornar as crianças mais violentas, mas certamente contribuem para excitá-las.”

Refere ainda que há um efeito de aceitação e de desvalorização de atos agressivos.

“As imagens da violência contribuem de modo não desprezível para mostrá-las como mais normais, menos terríveis do que elas são, em suma: banal, criando, assim, um hiato entre a experiência anestesiada e as provas da realidade, raras, mas muito mais fortes”.

Este autor refere o outro lado da moeda. O que seria da televisão sem violência? O que iria trazer, dia após dia, um noticiário, não houvesse violência?

“A violência, com a carga de ruptura que ela veicula, é por princípio um alimento privilegiado para a media, com vantagem para as violências espetaculares, sangrentas ou atrozes sobre as violências comuns, banais e instaladas”.
 

Referências:

[1] http://www.asc.upenn.edu/Gerbner/Archive.aspx

[2] http://marshallmcluhan.com/

[3] MICHAUD, Yves. A Violência. São Paulo: Ed. Ática, 1989


PROJETO DE DISSERTAÇÃO (Orientadora: Prof. Doutora Conceição Lopes)
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