04.12.11

by George Gerbner

 

Criança assiste a conferência de imprensa da ETA

Violência nos filmes de animação


 

Amostra da população

Como referido em posts anteriores, a população do meu estudo são crianças. Contudo estão definidos algumas variáveis desde o início deste 2º ano do mestrado. Assim, o método de amostragem é aleatório simples. A amostra é composta por crianças pré-adolescentes com idades entre os 12 e os 14 anos de ambos os sexos (10 rapazes e 10 raparigas) da região de Sever do Vouga e que assistam com frequência a programas de televisão.

 

Dados

Os dados recolhidos são dados primários pois vão ser recolhidos especificamente para este trabalho. Para além da caraterização genérica do elemento da amostra irá recolher também hábitos de consumo de televisão e de como essa criança gere a violência televisiva do ponto de vista emocional e comportamental. Eventualmente poderá ser recolhida informação acerca da forma como é restrito o acesso a programas de televisão violentos.

 

Técnica de recolha de dados

A técnica para a recolha de dados escolhida é através de inquérito, frente e verso ou no máximo frente verso frente, presencial e sem interferência do entrevistador.

 

Instrumentos de recolha de dados

Os instrumentos são questionários de referencial semântico. Neste momento ainda não estão definidas as perguntas do questionário. Contudo e de forma a agilizar o processo irei, provavelmente, adaptar um questionário já existente.

A instrumentação do questionário será implementada no final de janeiro e inicio de fevereiro por mim em contato presencial.

 


 

Embora um pouco atrasado, devido ao fato de existir muitos autores e muita informação contraditória relacionado com a violência, aqui deixo os 3 autores que julgo serem os mais importantes nesta área de estudo.

 

George Gerbner - Teoria da cultivação

George Gerbner, através da Teoria da cultivação defende que devido à intensa exposição de imagens televisivas que as crianças estão sujeitas leva-as a alterar o modo como percepcionam o mundo ao seu redor. Ele afirma também que as crianças começam a ver televisão muitos anos antes de começar a ler!

Ao assistirem constantemente a imagens, algumas delas muito violentas, podem exercer uma influência nas atitudes e comportamentos da criança.

“A violência prevalece em oito de cada dez programas. Além do mais, uma média de cinco ou seis incidentes violentos ocorrem a cada hora. E nos desenhos, os preferidos das crianças? Estes contêm mais violência – pelo menos dezoito atos de agressão a cada hora. Segundo os parâmetros de pesquisa norte-americanos, um pré-adolescente com doze anos de idade já terá assistido na vida, em média, a pelo menos 100.000 atos agressivos na TV”.

Contudo afirma também que as estruturas e crenças sociais sejam também fatores a ter em conta pois a cultivação não é unidirecional mas um processo gravitacional.

 

Marshall McLuhan - Teoria meio-mensagem

Este autor defende que o meio entre o emissor e o receptor é o grande suporte à comunicação. Este espaço, aparentemente vazio e sem interferência é o condicionado pela panóplia cada vez maior de dispositivos tecnológicos, pelo canal onde circula a mensagem que cada vez mais é diversificado determinando deste modo o conteúdo da mensagem veiculado entre o emissor e o receptor.

“O meio é a mensagem. Isto é apenas para dizer que as consequências pessoais e sociais de qualquer médio / isto é, de qualquer extensão de nós mesmos / resultado da nova escala, que é introduzido em nossos assuntos por cada extensão de nós mesmos, ou por qualquer nova tecnologia."

"A imprensa, o computador e a televisão, não são simplesmente máquinas de transmitir informações. Eles são metáforas através das quais nós conceptualizamos a realidade de uma forma ou de outra. Eles classificam o mundo, a sequência dele, moldam, ampliam, reduzem, defender uma causa. Através destas metáforas media, nós não vemos o mundo como ele é. Vemos isso como os nossos sistemas de codificação são. Tal é o poder da forma de informação."

Estas interferências não só alteram a forma de comunicar como maquilham a mensagem alterando o significado da mesma .

 

Yves Michaud - Violência

Enquanto George Gerbner refere no seu estudo a alteração do comportamento, Michaud refere que as crianças ao verem imagens televisivas violentas poderão “não tornar as crianças mais violentas, mas certamente contribuem para excitá-las.”

Refere ainda que há um efeito de aceitação e de desvalorização de atos agressivos.

“As imagens da violência contribuem de modo não desprezível para mostrá-las como mais normais, menos terríveis do que elas são, em suma: banal, criando, assim, um hiato entre a experiência anestesiada e as provas da realidade, raras, mas muito mais fortes”.

Este autor refere o outro lado da moeda. O que seria da televisão sem violência? O que iria trazer, dia após dia, um noticiário, não houvesse violência?

“A violência, com a carga de ruptura que ela veicula, é por princípio um alimento privilegiado para a media, com vantagem para as violências espetaculares, sangrentas ou atrozes sobre as violências comuns, banais e instaladas”.
 

Referências:

[1] http://www.asc.upenn.edu/Gerbner/Archive.aspx

[2] http://marshallmcluhan.com/

[3] MICHAUD, Yves. A Violência. São Paulo: Ed. Ática, 1989


Aqui fica o vídeo do exercício "elevator pitch". De referir as dificuldades técnicas para a realização deste exercício, principalmente a nível de som!


 

Cá estamos de novo para mais um post onde iremos abordar a metodologia que penso ser a mais adequada ao projeto em curso.

Deste modo penso que a metodologia que melhor se enquadra no projeto é a de estudo de caso.

Em primeiro lugar este trabalho parte de uma posição inicial teórica. A Análise de ideias, opiniões e de teorias de diversos autores na área da violência, do comportamento humanos e dos meios de comunicação, especialmente a televisão. Permite ainda a formulação de dois requisitos para ser um estudo de caso que é o “como” e “porquê”.

- Como é que a televisão interfere no comportamento das crianças?

- Em que circunstância?

Através do estudo de caso ser objectivo no assunto que este a ser investigado e aplicar a recolha de dados através de inquéritos, assim como o tratamento dos mesmos.

Na parte final, permite me tirar algumas conclusões e eventuais limitações com que me deparei ao longo do projeto.


PROJETO DE DISSERTAÇÃO (Orientadora: Prof. Doutora Conceição Lopes)
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