31.12.11

Este é sem duvida um exerto que dá que pensar... As crianças vêm, logo imitam!

"Uma das muitas hipóteses testadas derivadas desta teoria é a proposição de que as crianças aprendem ao observarem as imagens da televisão bem como observando as ações de pessoas na realidade. É o que os experimentos demonstram. Em muitos destes experimentos, o estímulo televisivo consiste de algumas  formas de comportamento agressivo e a variável dependente acaba sendo”gravada" a partir da agressão que foi imitada. Os sujeitos analisados consistem de crianças dos primeiros períodos escolares. O que ficou claramente demonstrado é que as crianças podem adquirir formas agressivas de comportamento a partir da televisão e exibirão essas formas de comportamento agressivo quando agrupadas em brincadeiras  escolares. Bandura, como Tannenbaum, acredita no rigor científico da verificação de hipóteses para construir sua teoria, a partir da inferência de causa e efeito. Entretanto, diferentemente de Tannenbaum, seu foco central tem sido a aquisição de comportamento. Sua teoria da aprendizagem social é reconhecida como uma das mais refinadas e bem testadas teorias no campo das ciências sociais, tornando-se numa das mais influentes fontes de pesquisa envolvendo televisão e agressividade. Bandura não se limita à questão da aquisição, mas avalia os atributos dos indivíduos, os estímulos observados e como o ambiente facilita ou inibe o desempenho de respostas adquiridas através de observação" (COMSTOCK & LINDSEY, 1975).


24.12.11

A todos vocês que ao longo destes três meses acompanharam o desenvolvimento deste trabalho desejo UM BOM NATAL 2011.

BOAS FESTAS

 


Através deste post trago-vos o mapa conceptual do projeto e que reune o conjunto de palavras que servem de guia e são fundamentais à estruturação do trabalho. De referir que algumas dessas palavras surgiram devido à realização deste mapa.

 


18.12.11

Aqui fica o modelo de análise.

 



Directiva genérica da Alta Autoridade para a Comunicação Social sobre promoção de programas televisivos que possam influir de modo negativo na formação de crianças.

 

Os programas televisivos «susceptíveis de influírem de modo negativo na formação da personalidade das crianças ou de adolescentes» só podem «ser transmitidos entre as 23 e as 6 horas e acompanhados da difusão permanente de um identificativo visual apropriado.» (n.o 2 do artigo 24.o da Lei da Televisão, Lei n.o 32/2003, de 22 de Agosto). Esta restrição «abrange quaisquer elementos de programação, incluindo a publicidade ou as mensagens, extractos ou quaisquer imagens de autopromoção» (n.o 5 do artigo acima citado). No entanto, o texto da lei não será suficientemente claro quanto aos limites da representação publicitária e promocional de programas que influam de modo negativo designadamente na formação de crianças. Convém, pois, especificar o âmbito da lei nesta matéria, esclarecendo o evidente intuito regulador do n.o 5 do artigo 24.o da Lei de Televisão. O que se vai fazer aliás num patamar minimalista, ou seja, no patamar mais favorável para a liberdade de programação dos operadores, uma vez que se confina o efeito redutor do entendimento daquela norma, quer quanto aos públicos a proteger, as crianças, quer quanto aos espaços a considerar, os períodos programativos infanto-juvenis. Assim, a Alta Autoridade para a Comunicação Social emite, ao abrigo do disposto na alínea g) do artigo 3.o e no n.o 1 do artigo 23.o, em ambos os casos da Lei n.o 43/98, de 6 de Agosto, a seguinte directiva genérica:

1 — Entende-se enquadrada na definição normativa do n.o 5 do artigo 24.o da Lei da Televisão, Lei n.o 32/2003, de 22 de Agosto, toda e qualquer promoção dos programas referidos no n.o 2 do mesmo artigo 24.o, ainda que essa promoção não insira palavras ou imagens que, em si mesmas, possam ser reputadas como susceptíveis de influir de modo negativo na formação da personalidade das crianças.

2 — Assim, promoções de programas susceptíveis de influir de modo negativo na formação das crianças, no sentido que decorre do n.o 2 do artigo 24.o da Lei da Televisão, não poderão nunca ter lugar durante os períodos programativos infanto-juvenis, independentemente da sua estrutura de imagem e som.

 

Fonte: http://www.erc.pt/documentos/legislacaosite/Deliberacaon1439_2004.pdf

 


09.12.11

Um dos programas infanto-juvenis mais visto, apresenta diversos tipos de agressões ao longos das diversas séries.

Os três videos que se encontram mais abaixo neste post, de séries diferentes, mostram o que atrás foi referido.

Como se vai comportar uma criança  prestes a entrar na fase conturbada da adolescência depois de ver estas imagens?

 

 


 

Deixo-vos aqui dois exemplos de programas televisivos onde a violência é uma constante. De salientar que tanto a Luta Livre Americana - Wrestling como o Dragon Ball Z são programas de grande audiência por parte das crianças e adolescentes.

 

 

Ja agora, como gere as emoções uma criança ao ver um dos heróis televisivos morrer em combate?

 


08.12.11

 

Artigo 17º

Os Estados Partes reconhecem a importância da função exercida pelos órgãos de comunicação social e asseguram o acesso da criança à informação e a documentos provenientes de fontes nacionais e internacionais diversas, nomeadamente aqueles que visem promover o seu bem-estar social, espiritual e moral, assim como a sua saúde física e mental. Para esse efeito, os Estados Partes devem:
a) Encorajar os órgãos de comunicação social a difundir informação e documentos que revistam utilidade social e cultural para a criança e se enquadrem no espírito do artigo 29.o;
b) Encorajar a cooperação internacional tendente a produzir, trocar e difundir informação e documentos dessa natureza, provenientes de diferentes fontes culturais, nacionais e internacionais;
c) Encorajar a produção e a difusão de livros para crianças;
d) Encorajar os órgãos de comunicação social a ter particularmente em conta as necessidades linguísticas das crianças indígenas ou que pertençam a um grupo minoritário;
e) Favorecer a elaboração de princípios orientadores adequados à protecção da criança contra a informação e documentos prejudiciais ao seu bem-estar, nos termos do disposto nos artigos 13.o e 18.o.

Em nota de rodapé é referido também:

"Acesso a informação apropriada o Estado deve garantir à criançaoo acesso a uma informação e ao materiais provenientes de fontes diversas, e encorajar os media a difundir informação que seja de interesse social e cultural para a criança. O Estado deve tomar medidas para proteger a criança contra materiais prejudiciais ao seu bem-estar."

 

fonte:

http://www.unicef.pt/docs/pdf_publicacoes/convencao_direitos_crianca2004.pdf

 

 


04.12.11

by George Gerbner

 

Criança assiste a conferência de imprensa da ETA

Violência nos filmes de animação


 

Amostra da população

Como referido em posts anteriores, a população do meu estudo são crianças. Contudo estão definidos algumas variáveis desde o início deste 2º ano do mestrado. Assim, o método de amostragem é aleatório simples. A amostra é composta por crianças pré-adolescentes com idades entre os 12 e os 14 anos de ambos os sexos (10 rapazes e 10 raparigas) da região de Sever do Vouga e que assistam com frequência a programas de televisão.

 

Dados

Os dados recolhidos são dados primários pois vão ser recolhidos especificamente para este trabalho. Para além da caraterização genérica do elemento da amostra irá recolher também hábitos de consumo de televisão e de como essa criança gere a violência televisiva do ponto de vista emocional e comportamental. Eventualmente poderá ser recolhida informação acerca da forma como é restrito o acesso a programas de televisão violentos.

 

Técnica de recolha de dados

A técnica para a recolha de dados escolhida é através de inquérito, frente e verso ou no máximo frente verso frente, presencial e sem interferência do entrevistador.

 

Instrumentos de recolha de dados

Os instrumentos são questionários de referencial semântico. Neste momento ainda não estão definidas as perguntas do questionário. Contudo e de forma a agilizar o processo irei, provavelmente, adaptar um questionário já existente.

A instrumentação do questionário será implementada no final de janeiro e inicio de fevereiro por mim em contato presencial.

 


PROJETO DE DISSERTAÇÃO (Orientadora: Prof. Doutora Conceição Lopes)
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